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Soja desaba em Chicago e acende alerta no Brasil

No Rio Grande do Sul, o mercado físico teve estabilidade nominal


No Rio Grande do Sul, o mercado físico teve estabilidade nominal No Rio Grande do Sul, o mercado físico teve estabilidade nominal - Foto: Pixabay

O mercado da soja encerrou a quarta-feira sob pressão externa em Chicago e com comportamento misto nas praças brasileiras, em um cenário marcado por clima favorável nos Estados Unidos, ausência de novas compras chinesas e custos logísticos ainda elevados. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos da oleaginosa na CBOT recuaram ao menor patamar em dois meses, enquanto estados produtores avançam para a fase de pós-colheita e reorganização dos estoques.

Em Chicago, o contrato de julho fechou em baixa de 0,97%, a US$ 11,54 por bushel, e o vencimento agosto caiu 0,92%, a US$ 11,5825 por bushel. O farelo de soja para julho recuou 1,66%, enquanto o óleo de soja avançou 0,38%, sustentado pela valorização do petróleo e pelo consumo interno norte-americano ligado aos mandatos de mistura para biodiesel.

No Rio Grande do Sul, o mercado físico teve estabilidade nominal, com o Porto de Rio Grande a R$ 130,00 por saca. A colheita chegou a 99% da área, com produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar em 2.871 quilos por hectare. No interior, Passo Fundo ficou em R$ 126,00 e Santa Rosa em R$ 127,00.

Em Santa Catarina, a colheita está finalizada e as praças operam com calmaria. O porto de São Francisco do Sul indicou R$ 130,00, com baixa de 0,76%. O vazio sanitário foi definido entre 13 de junho e 21 de setembro de 2026, com plantio autorizado a partir de 22 de setembro.

No Paraná, o Porto de Paranaguá permaneceu em R$ 130,00, apesar da queda externa. Cascavel marcou R$ 120,00, Maringá R$ 121,00 e Ponta Grossa R$ 125,00 no mercado FOB. A colheita da primeira safra está concluída, e o foco se desloca para o milho safrinha e cereais de inverno.

Em Mato Grosso do Sul, os preços ficaram estáveis, com Dourados a R$ 115,00 e Campo Grande a R$ 113,00. A soja já foi colhida, e a atenção se volta ao milho de segunda safra, estimado em mais de 11 milhões de toneladas. Em Mato Grosso, a média estadual caiu 0,22%, para R$ 105,14, enquanto o frete de Sorriso a Santos subiu para R$ 514,78 por tonelada, limitando ganhos ao produtor.
 

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